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domingo, dezembro 07, 2008

Na véspera de Natal.

Aqueles caras em Davos que estavam esquiando em Janeiro de 2008 (lembra?), enquanto por aqui os preparativos para o Carnaval esquentavam, incrivelmente ou não, acertaram quase que na mosca os fatos que se desenrolaram neste histórico e perturbado ano de 2008.

Poderíamos especular sobre diferentes hipóteses, qual foi o motivo para não levar estes caras a serio, mas se algo apavorantemente profético aconteceu em Davos em Janeiro deste ano, a verdade é que talvez nunca saberemos. O fato é, que o relatório que ficou no blog disponível desde sua publicação (ver seção Que Acontece?: (9/1)...), hoje é quase que uma triste e profética historia escrita no melhor estilo Nostradamus
.


(Avaliação de riscos de perdas económicas, Relatório Davos 2008)

O estouro da bolha mobiliaria Americana derivou no calote massificado das hipotecas de segunda linha, que por sua vez acabou colocando na beira do precipício bancos Americanos e Europeus; imediatamente depois o crédito (combustível do consumo e da produção) foi praticamente extinto.

Posições acionarias foram vendidas a qualquer preço (nas bolsas do mundo), para cobrir a falta de dinheiro e conseqüentemente vivemos o declínio de todos os índices acionários.

A falta de crédito e a perda do valor dos ativos nos mercados (incluindo commodities agrícolas e energéticas) esta levando hoje à necessidade de queda na produção (por causa da falta de demanda e dos estoques ainda elevados nas industrias). A baixa na produção deriva da necessidade das industrias/empresas em diminuir o número de funcionários e isto aumenta o desemprego, e o aumento do desemprego realimenta o ciclo de baixa na demanda.

Por que? Mesmo que Lula insista que compremos TVs, carros, e outras coisas, na verdade é que a possibilidade (incerteza) de perda do emprego no curto ou médio prazo leva às famílias (consumidores) a puxar o freio nos gastos. É assim aqui ou em qualquer outra parte do mundo.

Isto é um cenário recessivo. E é o cenário que estamos atualmente vivendo.

Se você é um investidor de curto prazo ou um Day-trader, daqueles que acorda olhando gráficos e escutando as cotações das bolsas asiáticas e européias enquanto faz a barba, este blog definitivamente não é para você.

Mas se você é um investidor de médio e longo prazo, um pouco por convicção, um pouco forçado pela atual conjuntura, saiba que somos muitos os que ainda investimos avaliando os fundamentos das empresas, e conservamos a peregrina esperança de que os preços das ações voltem num patamar mais racional.

Sem pressa. Com paciência. Sabendo que o que hoje para muitos é caótico e decepcionante, para nós é oportunidade. E se nós não aproveitamos a oportunidade, alguém mais com certeza o fará.

Nas vésperas de Natal, muitas coisas podem soar como contos natalinos, cabe unicamente você saber ouvir e acreditar na coisa certa.

Boa Semana, Bons Negócios.
(Nota, não perca: Decisão do COPOM nesta quarta-feira. Cara ou Coroa?).
(Fonte: Relatório Davos: Global Risk 2008).


domingo, outubro 26, 2008

Talvez, uma terapia de grupo resolva...

Provavelmente você este procurando saber qual é a melhor coisa que pode ser feita nestes momentos. A boa noticia é que você não esta só nessa busca, Governos estão procurando, Empresas estão procurando, Investidores estão procurando...
A única certeza que temos é que tudo parece muito incerto no curto e médio prazo.

De forma constante os governos das principais economias do mundo tem tentado apaziguar e reconquistar a confiança de nosso amigo “Mercado”. Que por enquanto esta mais desconfiando que nunca.

O Dr. Paulo Sternick é psicanalista (formado pela UFRJ em 1975) radicado no Rio de Janeiro. Ele estuda o campo da Neuroeconomia (ciência que estuda a economia e o comportamento dos mercados através do comportamento humano). Escreve artigos em vários jornais, entre eles o jornal Valor. E foi neste último que ele escreveu o artigo “Tão volátil quanto o mercado é a lucidez humana”, que motivou esta entrevista.
Desde já, agradeço muito a colaboração do Dr. Sternick com o blog de Stock Buster.

1) O campo da neuroeconomia é relativamente novo e não são muitos os investidores que levam seus estúdios em consideração no momento de tomar suas decisões de investimentos. Você acredita que veremos uma mudança nos próximos anos e um avanço desta ciência no Brasil?

Na verdade, o significante “neuroeconomia” remete a uma campo de estudo em que o humano é reduzido a dimensões mais simples de impulso e resposta, ou, pelo menos, a uma simplificação comportamental, caso a referência ou comparação de abordagem seja, por exemplo, questões mais complexas como a subjetividade humana tal como pensada pela psicanálise. A minha praia é a psicanálise, não a neurociência. Enquanto psicanalista, presumo que eu tenha uma posição privilegiada para pensar o econômico e o mercado, nomeadamente o sujeito que opera nele, e a massa que ele vai constituir com uma infinidade de players. Esta massa –ou grupo – também tem um interesse particular para a psicanálise: Freud a estudou profundamente, e W.R. Bion trouxe revelações extremamente interessantes: ambos fizeram contribuições fundamentais para a compreensão da psicologia do mercado, sem saber no seu tempo que faziam isto.

2) No seu artigo publicado no jornal Valor, "Tão volátil quanto o mercado é a lucidez humana", você menciona que "a tal massa chamada de "mercado" pode descer na escala evolutiva do pensamento quando parece dotada de matriz peculiar, capturando dados e índices diariamente da economia mundial e reordenando-os a partir de mitos, temores, desejos ou preconceitos". Como o mercado, composto de seres humanos, pode em algum momento tomar consciência de que muitas vezes esta sendo levado pelo famoso efeito manada (completamente irracional e totalmente emocional)?

Quem toma consciência é o indivíduo. O mercado não tem consciência, no sentido que damos à razão e à lucidez. Funciona como se tivesse uma mentalidade grupal primitiva que reúne o somatório das crenças, angustias, expectativas, receios, medos, esperanças e reações humanas diante de índices e acontecimentos. Não raro age como uma criança diante do escuro, de um estranho ou de um estrondo: sai correndo desesperado. Mais adiante pode vir a compreender que não é assim tão assustador. Outras vezes sintetiza o equilíbrio dos cálculos e previsões bem feitas. Ainda em outras ocasiões festeja ao som da euforia. O mercado é um mar sujeito à calmaria e bom senso tanto quanto ao vento da loucura, quando invade cidades e arrasa patrimônios. Você nunca deve brincar com o mercado: deve teme-lo e respeita-lo. Jamais brigar contra ele, mesmo que você possa ter toda a razão do mundo, e ele estar completamente errado. Charles MacKay, um poeta, jornalista (foi do The Times) e escritor inglês, se não me engano quem primeiro escreveu sobre as bolhas econômicas em seu livro “Extraordinary Popular Delusions and the Madness of Crowds”, disse uma frase memorável: “Os homens enlouquecem em massa, mas recuperam os sentidos aos poucos, um a um”.

3) Por que, na sua opinião, as pessoas têm uma forte tendência a desestimar ou até ignorar as emoções nos momentos de tomada de decisão?

Isto vem da tradição do pensamento ocidental, desde Platão, Aristóteles, culminando em Descartes, até chegar aos impagáveis economistas do século XX, que, munidos de modelos econométricos, se iludiram de que sua ciência era cientificamente exata e que os mercados eram eficientes, subtraindo o humano e os sentimentos das decisões econômicas. Tanto quanto a psicologia havia recalcado a idéia do inconsciente, até o advento da psicanálise freudiana. Então, isto faz parte da nossa constituição psíquica, pelo menos no Ocidente, a de enterrar o que é torto, gauche – tudo que não é controlado pela racionalidade superficial. Só que esta racionalidade é estreita demais para abarcar o amplo espectro de nossa subjetividade, do desejo humani infinito, a onipotência arrogante. Você viu no que deu?

4) A atual retração (crash) do mercado se deve em grande parte ao problema dos créditos de segunda linha do mercado americano (Subprime) que gerou uma retração forte na disponibilidade de crédito. Embora seja perceptível que o impacto na economia real esta acontecendo, ainda é incerto como esta crise irá impactar no lucro das empresas (Quando? Quanto?). Sabemos que o efeito de vendas massivas não é a primeira vez que acontece na historia... Porque não conseguimos evoluir deste estágio emocional?

Alan Greenspan disse que isto vai se repetir de geração em geração, sem que haja aprendizado, os ciclos de pânico e euforia. Com a velocidade dos acontecimentos da atualidade, nem precisamos mais esperar pela sucessão de gerações: há crises em quase todas as décadas. Mesmo assim as pessoas não aprendem, na hora do sufoco, saem correndo; na hora da euforia, compram vorazmente. Quem ganha são os profissionais, que agem com serenidade e aproveitando as oportunidades. Não viu a frase recente do Warren Buffet, de que quando a massa está voraz, ele fica prudente; quando a massa fica prudente, ele fica voraz? Mas isso não é assim tão mecânico, às vezes você tem que respeitar a massa e ir com ela.

5) Colocando o "mercado" no divã. Se você tivesse que fazer um diagnostico sobre o comportamento dos investidores no mercado Brasileiro, qual seria?


Não, quer dizer, já é complexo demais analisar uma pessoa no divã, imagine o mercado brasileiro...Acho que em relação ao mercado brasileiro quem foi mais insano foi o investidor estrangeiro, aliás, escrevi isto num artigo também para o “Valor”, intitulado “Investidor estrangeiro é um risco para o pregão”. Ali eu mostrei que eles sabem tanto de nossas empresas quanto dançar samba. Saíram vendendo em massa, sem saber se as empresas iriam ser realmente afetadas pela crise, se eram exportadoras, e eu não acredito nessa lorota de que precisavam fazer caixa. Não era só isso não: saíram em pânico, porque pensaram que podíamos quebrar, enquanto quem estava quebrando eram eles. E queriam vender com lucro e voltar quando o mercado se acalmar e tiver com preços deteriorados. Você verá em breve. Que eles por enquanto fiquem aplicando a 1,5% ao ano nos títulos do Tesouro americano: daqui a pouco tempo vão ficar com aquela expressão de otários e voltarão a olhar para algumas de nossas empresas, que, só de dividend-yeld, podem dar até 13% (como é caso de certas elétricas ou telefônicas). Não tem risco-Brasil? Sabe, acho que temos que criar um risco-Tio Sam. Veja o caso da Usiminas, que mal exporta seu aço, e está com sua produção toda vendida para este ano no mercado interno: o preço da ação despencou de mais de 90 para menos de 30! Claro que com ajuda dos que alugaram suas ações promovendo um ataque especulativo.
E a Petrobrás, que não guarda correlação estreita com o preço internacional do petróleo: parece até que eles operam automatizados no computador, petróleo cai, Petrobrás cai. Uma bobagem. Mas o problema do mercado brasileiro é a sua ainda doença infantil de dependência, tanto do investidor estrangeiro quanto das empresas de commodities. E o mais engraçado é que quando a Bolsa cai movida por esses dois fatores, todas as empresas, mesmo as que não têm nada a ver com o pato, caem juntas e na mesma proporção. Parece até aqueles pássaros que voam juntos.

6) Se você tivesse que dar 3 conselhos aos investidores, de forma de ajuda-os a avaliar suas emoções antes de tomar uma decisão, quais seriam?

Não agir por impulso, pensando nas conseqüências de suas decisões e avaliando todas as probabilidades, inclusive as mais impensáveis (como as que aconteceram recentemente). Não transformar seus investimentos em tortura emocional, colocando apenas uma parte liquida de que não precisará usar no curto prazo, prevendo que possa se desvalorizar por um tempo e mantendo a capacidade de comprar ações caso elas fiquem com preço bastante atraente. E jamais ceder ao destemor e à arrogância de operar alavancado, fazendo operações a termo ou vendas a descoberto – exceto se for profissional ou se quiser separar dinheiro para apostar prevendo que possa perder. Nunca esquecer que o maior risco somos nós mesmos, e que impulsos autodestrutivos podem operar sem que tenhamos chance de percebe-los a tempo. Além do mais, cuidado: Bolsa vicia!

7) De forma geral, podemos conhecer como o Dr. aloca seus investimentos. Quanto porcento em Renda Fixa, quanto em Ações ou Fundos?

Não abro mão de alocar parte substancial em imóveis – um hedge que não se mexe, apesar das tentações... Gosto de operar minhas próprias ações, seja a longo prazo, daytrade ou swing, e venda coberta de opções. Mantenho uma parte razoável em renda fixa, porém, isto varia de acordo com o momento. Atualmente, os preços das ações ficaram convidativos, e a porcentagem em Bolsa aumentou. Quanto menor está o índice Bovespa, menores são as chances de perda. Porém, há uma lição básica que não se deve esquecer: o fundo sempre pode ficar cada vez mais baixo...

Obrigado Dr. Sternick!

Boa Semana, Bons Negócios.
(Nota: Nesta semana teremos decisão "psicológica" do COPOM.)


domingo, outubro 19, 2008

Circuit Breaker.

(Vendi antes da euforia; Comprei antes do Crash)

Seção Bvp/36.399, anexo de advertências do Guia de Autodefesa do Investidor das Galáxias: Cuidado, o Circuit Breaker é altamente viciante. Em caso de persistirem os sintomas o medico deverá ser consultado.

Na Bovespa o cirquit breaker é um mecanismo de controle de oscilação que interrompe os negócios no pregão. Primeiramente é acionado quando o índice Bovespa atinge uma queda superior ao 10%, neste caso os negócios são suspensos e só retornam depois de 30 minutos. Se o mercado continua em queda e atinge um valor 15% inferior ao fechamento do índice do dia anterior, os negócios serão suspensos por mais 1 hora.

O mecanismo foi implementado em 2003 para dar tempo às ordens de compra/venda automáticas disparadas pelos computadores. Desta forma, os investidores que utilizam este sistema teriam tempo de rever suas decisões e alterar as ordens.

Não seria interessante estabelecer algum outro tipo de circuit breaker diretamente no cérebro de alguns investidores? (quem sabe no futuro).

Tivemos mais uma semana de grandes oscilações e alguns circuit breaker...
E a estratégia da Plantação?

Como já venho dizendo, há algumas postagens, é tempo de compras e não de lamentações. (Compras que devem ser efetuadas com extrema prudência).

Na mira da Plantação tenho previsto mais incrementos em ações de Ideiasnet e ALL.
Ideiasnet, em valores absurdamente baixos, ainda mais baixos dos que comprei há duas semanas (18/9: R$3,60 e 7/10: R$2,44). Teria gostado adquirir ações a R$1,50, mas não tinha dinheiro em caixa naquele momento. Paciência.

ALL, é um trem novamente em aceleração... Vem apresentando excelentes resultados, e isto finalmente tem voltado a refletir na cotação. (A empresa declarou que não possui exposição cambial de contratos de derivativos que comprometam seus lucros). (Ver ALLL11)

É importante que você decida ir às compras porque avaliou que o momento é o indicado, e não porque têm outros que vão às compras, ou porque alguém diz para você ir às compras.

Sou um grande admirador de Warren Buffett, que recentemente declarou estar comprando ações (que é claro uma excelente noticia). Mas se o próprio Warren não segue ninguém, porque nos deveríamos?

Para que fique mais claro: Não só sou um grande admirador do mestre Buffett (quem me ensinou o pensamento e a estratégia de longo prazo), mas também admiro muito ao Peter Lynch (quem me ensinou o trabalho de escolher empresas que não necessariamente são as maiores), e do mentor de ambos: Benjamin Graham (quem me ensinou a avaliar os fundamentos de uma empresa e a ter uma estratégia para o portfolio). Se você me perguntar, sigo uma mistura que particularmente criei deles.

Ser investidor é primeiramente ser um mesmo, não ser uma imitação ou copia. Seja você mesmo!


Boa Semana, Bons Negócios!

(Fontes: Manual de Procedimentos Operacionais da Bolsa de Valores de São Paulo; cap xviii ).


sexta-feira, outubro 10, 2008

Comentário de Rodin Spielmann, Diretor de R.I de Ideiasnet.

(Rápida entrevista por email com Rodin Spielmann, em exclusivo para Stock Buster).

Stock Buster: ...Não consigo desenhar para o futuro (2009)... um cenário tão ruim e pessimista de forma que o valor atual de Ideiasnet seja o de Outubro de 2005, quando IDNT não tinha aumentado sua participação em empresas como Officer e PadTec.... E seu faturamento não chegava perto do nível atual.
Ideiasnet tem contratos de Hedge de cambio? Algum investidor de peso vendeu sua posição na empresa nas últimas semanas?


Rodin Spielmann:
Como vocês, estamos sendo bombardeados com manchetes de aperto nos mercados de crédito, instituições financeiras e um enfraquecimento da economia global. Todas estas questões são motivo de preocupações, não só sobre a economia, mas como ela irá afetar a Ideiasnet e nossas empresas investidas.

As incertezas nos mercados de capital teve repercussões na economia em geral e, entre outras coisas, gerou retração do crédito. Ninguém sabe ainda tudo das repercussões. O que sabemos é que a Ideiasnet se encontra no melhor momento da sua história, com posição forte de caixa (perto de R$ 70 milhões) e um portfólio de empresas bem diversificado, muito bem posicionado, e em forte expansão. Além do dinheiro em caixa, temos um bom relacionamento bancário para apoiar o crescimento e, principalmente, os melhores gestores, funcionários e colaboradores na Ideiasnet e nas empresas investidas.

Olhando para o futuro a nossa estratégia é clara: expansão das companhias, ganhar fatia de mercado, tomando como base o que podemos controlar, o nosso desempenho. Inovação, execução e relacionamento ainda são fundamentais para proporcionar aos atuais e futuros clientes o valor que eles precisam, esperam e merecem do nosso grupo.

Mesmo neste cenário desafiador da crise instalada temos acelerado, apoiado e apostado no crescimento e desempenhando dos nossos negócios. Podemos citar alguns exemplos realizados neste período desde Março deste ano:

  1. Padtec - comprou uma empresa Israelense – a Civcom e recentemente entrou na Shortlist da espanhola Telefónica;
  2. Spring Wireless - fizemos um aumento de capital na companhia, juntamente com NEA e Goldman Sachs, que possibilitou a compra da OKTO uma das principais e mais desejadas companhias do setor de mobile do Brasil,;
  3. Bolsa de Mulher - Consolidamos o setor feminino, criando o maior grupo de mídia voltado para mulheres da Internet Brasileira e abrimos o portal em 3 locais da América Latina;
  4. Trinnphone - Compramos a ETML para fortalecer a Trinnphone e torná-la uma operadora de telefonia completa;
  5. iMusica - Expandimos a operação mobile para 14 países da América Latina em parceria com a América Móvil;
  6. Virtus - lançamos a pedra fundamental da fusão de 8 empresas no setor de software e serviços, formando uma das 3 maiores empresas deste setor;
  7. BrANDS - lançamos a BrANDS, a primeira holding de comunicação 100% digital do Brasil, reunindo a Hands, AddComm, MediaFactory e TV ao Vivo;
  8. NetMovies - colocamos no ar a campanha publicitária da empresa,;
  9. Zura! - fechamos negócio do Zura! com o Yahoo!, desbancando do portal nosso principal concorrente e líder estabelecido do segmento, o Buscapé;
  10. TecTotal - lançamento da empresa em sociedade com a Telefónica para suporte residencial;
  11. Officer - como possui uma fluxo de caixa neutro e uma ótima situação de capital de giro, pode suportar a pressão neste momento de crise o qual acreditamos será o grande responsável por mais uma consolidação "orgânica" do mercado.
Além de tudo isso, é importante ressaltar especificamente o item (2) o qual demonstra que a Ideiasnet (neste caso, através da Spring) pode se tornar parceiro de eventuais investidores estrangeiros dedicados ao setor TMT, como o NEA.


domingo, setembro 28, 2008

U$700 Bilhões, Não São o Bastante?!

Enquanto escrevo esta postagem os legisladores do Congresso Americano anunciam que este tudo certo o acordo para aprovar o multibilionário e histórico pacote de Paulson-Bernanke. Na segunda-feira vota o Congresso e na quarta-feira vota o Senado.
Assim, carimbaram o cheque... E pronto.

Pronto?
Mais ou menos... Em realidade existem muitas duvidas ainda, embora exista um consenso sobre a necessidade de criar esse fundo para comprar os títulos podres em poder dos bancos.
A questão central é como gastar esse dinheiro?
O dinheiro estará, em breve, disponível para que o Governo Americano, através de Paulson-Bernanke e suas equipes, iniciem a compra. Mas não esta claro qual deve ser o preço que o governo deve pagar por esses títulos.

Se eles pagam um valor muito baixo (<= 30% do valor original), que garanta um bom retorno para os contribuintes Americanos que no final das contas são quem estão por enquanto pagando o pato, os bancos deveram contabilizar grandes perdas o que não vai ajudar devolver a confiança aos mercados. Em definitiva a crise não será diluída, o dinheiro terá ido embora e o final da historia será uma longa e penosa recessão com viés de débâcle.
Por outro lado, se pagam um valor maior (>= 50% do valor original), vai ajudar aos bancos, mas dificilmente obterá algum retorno para os contribuintes e, pior, como os títulos foram comprados nesse patamar, dificilmente outros fundos (de hedge, etc) se interessem por compra-los. E é interesse de Paulson-Bernanke que os títulos sejam negociados através do mercado no futuro, isto é o Governo pretende vender os títulos para alguém...

Para que fique claro, quando se fala de valor original (ou valor de face), significa que se, por exemplo, um título “podre” foi emitido num valor de U$100 (e este seu valor original ou de face). Comprar o título por 30% do valor original significa pagar U$30 por este titulo “podre”.

Em resumo, mesmo com o dinheiro do fundo aprovado, ainda o mercado irá ficar de olho em como esse dinheiro é aplicado na recompra de títulos “podres”, que hoje cheiram mal (diria que são hediondos), mas no futuro: quem sabe?

No meio do tremor, do olho do furacão, do pânico generalizado, quem dá aula é nosso caro mestre Warren Buffett.

Warren comprou ações preferências do Goldman Sach (NYSE: GS) por um total de U$5 Bilhões. Estas ações pagam dividendos de 10%, e ainda ele possui o direito de adquirir outros U$5 Bilhões em ações durante os próximos 5 anos; o valor de exercício de esta opção é de U$115 por ação. Nada mal para nosso amigo Buffett!

É óbvio e evidente que não podemos investir como W. Buffett. Não em termos de volume. Mas podemos sim, e na minha humilde opinião: devemos, seguir uma estratégia similar.

Tenho absoluta certeza que na lista de ações das empresas que você acompanha existe hoje a possibilidade de adquirir ações com enormes descontos.
Não estou dizendo que as ações vão disparar no próximo mês ou no próximo trimestre. Estou dizendo que se sua estratégia é a de montar sua Plantação com um horizonte de 5 ou 10 anos (como é o meu), sem dúvida alguma estamos no meio de uma grande oportunidade.

Minha última pergunta é: É o bastante para você?


Boa Semana, Bons Negócios.

(Fontes: ft.com; WSJ.com; estadao.com.br; blog de Krugman; The Economist)

domingo, setembro 21, 2008

Fogo de Chão (na Bovespa).

(cartoon: cartoonstock.com)

E chegou o dia de um espetacular crash na bolsa (em câmera lenta), que é como talvez seja referenciado este período no futuro. Porque em teoria isto é o que significa um crash do mercado, uma queda abrupta maior ou igual a 20%.
Desde seu máximo de 73.517 (20/05/2008) a Bovespa deslizou –37,55%. Tem quem compare o estrago com a Grande Depressão de 1929, mas na verdade ainda estamos longe de alcançar seus níveis de intensidade. Só para iniciar a comparação, naquela época o Dow Jones ardeu durante onze meses um total de –87,52%, sem falar que os estragos gerados na economia real demoraram duas décadas para se recuperar (aumento considerável do desemprego, fábricas e industrias fechando por todos os lados, bancos quebrados em cada esquina... etc).

Hiper breve resumo ao limite da bancarrota:
Ajudaram ao Bear Stearns; Ajudaram a Freddie Mac e Fannie Mae. Deixaram quebrar ao Lehman Brother (ainda ninguém entendeu bem porque?). Resgataram ao AIG... quem será o próximo?

Outro grande fator diferencial é que o FED de 1930 não tomou nenhuma ação para tentar diluir ou contra-restar a crise, 80 anos depois a historia esta sendo escrita de forma diferente. Claro, torcemos para que o final também seja diferente. Os amigos de Washington abriram a carteira no salão oval e fizeram uma vaquinha de mil milhões de milhões (u$700 bilhões)... (e ainda gritaram truco!).


... Como efeito imediato: Disparou a euforia.

Você lembra quando abordei os estágios de uma crise financeira na postagem: O Estagio Crítico (23/03/2008)? Se estiver certo, devemos entrar agora num período de quietude (de duração indeterminada).

O que tem acontecido na Bovespa, nos últimos meses, é um processo constante e gigantesco de busca por liquidez que tem forçado os investidores (principalmente estrangeiros) a praticamente “liquidar” seus ativos (ações). No inicio da semana (15/09) o assunto recrudesceu rapidamente, a Bovespa teve uma queda histórica, o Ouro teve uma subida histórica, e o Dolar aumentou 18% forçando o BC a voltar a emprestar títulos nesta moeda para evitar que a desvalorização continuasse.

18/9 Comprei ações de IDNT3 a R$3,60. Como já tinha antecipado por aqui, no meu ponto de vista é momento de aproveitar (prudentemente) os grandes descontos que a crise esta oferecendo.
As compras não pararam por aí. O problema é dispor de caixa para poder fazer estas compras, o time não sempre é o que gostaríamos.

Quero destacar a importância de tirar proveito (o maior possível) dos momentos atuais. Ricos em experiências, atitudes, reflexões, temores, preocupações e ansiedade.

Você tem dinheiro no mercado? Então, meu caro colega, você esta de alguma forma pagando para aprender uma das mais importantes lesões de investidor que é a de conhecer-se assim mesmo. Se for caro ou não depende, mais uma vez, pura e exclusivamente de você.

Lembra daqueles testes, extremamente difundidos, para descobrir qual é seu perfil de investidor? Pois saiba, que não tem melhor teste para conhecer seu perfil que o atual!

É surpreendente como as pessoas podem ser corajosas nesses testes... Mas, diante da cruel realidade se comportam de forma oposta às respostas que deram.

Desta forma, é recomendável que, antes de você tomar suas decisões de investimentos, lembre qual foi na realidade seu comportamento diante de períodos turbulentos como os atuais. Acredito fortemente que esta simples dica vai fazer que você ganhe/poupe seu dinheiro.

Ainda estamos em turbulência... assim seja prudente.
... Não esqueça de desfrutar um bom churrasco com amigos.

“Ter foco no negócio resulta mais lucrativo que ter foco no preço da ação. (W. Buffett)”.


Boa Semana, Bons Negócios.